O abandono não foi intencional, eu até cheguei a abrir isso depois do meu ultimo post, deixei uns rascunhos salvos, nada que valesse a pena da exposição. Pois é, escrever qualquer coisa aqui, querendo ou não, gerará algum tipo de pensamento por parte de quem leu. Vivemos em um mundo público, acho revoltante ainda ouvir alguém falando que “quer ter privacidade”!
Convenhamos, não existe mais este conceito de privado. Tudo é público. Na verdade, uma das coisas talvez mais indispensáveis para a nossa geração e ao mesmo tempo mais perigosas é o compartilhamento de opiniões, informações e valores através de meios de rápida disseminação.
Não faltam ferramentas, desde mensagens de celular, blogs, twitter, orkut, youtube, myspace, facebook, tumblr, até formspring.me; um site estupidamente invasivo em que pessoas fazem perguntas pra lá de indiscretas e muitas vezes obtêm respostas pra lá de honestas.
Manuais sobre “etiqueta virtual” imagino que já existam, ensinando que palavras omitir, a quais dar preferência, a não digitar como uma criança de 3 anos… Mas não existe nenhum manual que ensine a transmitir seus pensamentos (honestamente) sem que ao menos alguém saia ofendido. Sim, sempre tem alguém que sai ofendido, ou começa a criar ódio por causa de algum comentário ou opinião sua. Qualquer coisa dita é ‘n’ vezes interpretada, e o sentido da palavra que possa exibir algum absurdo moral é repassado. Ninguém deve deixar de exprimir suas opiniões, de maneira alguma. Mas que as torne públicas com sabedoria.
Alerta drivethru: este post ainda não acabou…


Será que as pessoas são tão não dotadas de criatividade que não vêem que para ser o tal descoladão basta ser você mesmo? Porque ninguém além de você neste vasto mundo tem o mesmo gosto. Pode ter um parecido, mas nunca igual. Já foram tantas modinhas que perdi a conta. Vamos lá, vou tentar desenterrar algumas…Em 2005 tivemos a moda emotional hardcore(?). Aquela péssima em que todos usavam roupas pretas, ou xadrez (tenho horror até hoje), aquela franjinha estilo Zac Efron e uma cara de falso depressivo constante. Depois em 2006 pelo que me lembro, ainda havia uns emos perdidos, também recordo vagamente de dias que achava as pessoas haviam adotado casacos GAP como uniforme. Em 2007 perhaps começou a modinha mais clean, de listras e aquela da Armani Exchange. Em 2008 começou a interminável onda Abercrombie. Agora em 2009 o cachecol foi redescoberto, começando por aquele de estilo palestino, que até aderi por causa das minhas origens vejam bem. Mas essa última ‘moda’ foi bem-vinda, não achei tão visualmente poluidora quanto as outras e não era tão padronizada quanto as outras.

